Agulhas no São João: polícia diz que apenas duas pessoas foram feridas

 

OP9

Vitimas de agulhadas no parque do povo são atendidas no Trauma

O último caso foi registrado na madrugada desta sexta-feira(15). Foto: Ascom/Trauma

A Polícia Civil da Paraíba está intensificando as investigações sobre os casos de furadas de agulhas que vêm acontecendo durante as festividades juninas em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Até esta sexta-feira (15), 34 pessoas deram entrada no Hospital de Emergência e Trauma da cidade relatando terem sido feridas por agulhas, sendo cinco em um bloco de avenida que aconteceu no último dia 3 e outras 29 atingidas no Parque do Povo.

O delegado da Polícia Civil, Henry Fábio, é o responsável pelas investigações e informou ao OP9 que quase todas as vítimas já foram ouvidas e até o momento apenas duas pessoas confirmaram que foram atingidas por agulhas.

Já escutamos quase todas as pessoas que deram entrada no Trauma e só conseguimos a confirmação de apenas duas que realmente foram atingidas por agulhas. As outras têm um depoimento muito vago ou que não deixa nenhuma evidência de que tenham sido atingidas por uma agulha ou seringa. Elas dizem que sentiram uma furada e, por isso, resolveram procurar o hospital. Muitas delas, inclusive, disseram que após o atendimento no hospital nem chegaram a tomar o medicamento que foi passado pelo médico, pois perceberam que foi apenas um momento de susto que passaram, relatou o delegado.

Henry ainda destacou que as investigações continuam e que todos os órgãos de segurança estão trabalhando para tentar prender alguém que esteja envolvido no caso. “As polícias civil e militar, a empresa privada que faz a segurança do Parque do Povo, além de outros órgãos ligados a segurança pública estão empenhados em solucionar esse problema. Vamos fazer de tudo para que esses possíveis ataques com agulhas não aconteçam mais nem no Parque do Povo, nem em qualquer outro lugar”, finalizou.

O que diz o Hospital de Trauma

O médico infectologista do Hospital de Trauma de Campina Grande, Dr Jaime Araújo, afirmou ao OP9 que as informações passadas pela Polícia Civil batem exatamente com o balanço feito pelos médicos da unidade hospitalar que fizeram os atendimentos das vítimas. “Assim como foi relatado no depoimento das vítimas para o delegado, nós também conseguimos identificar que apenas duas pessoas realmente foram feridas por agulhas, pois ambas disseram que viram a seringa no momento da furada. As outras chegaram no hospital apenas com suposições. Fizemos o procedimento de exames e a medicação que é padrão do Ministério da Saúde com todos os casos dessa natureza. Medicamos todas e encaminhamos para o Serviço de Assistência Especializada em HIV/Aíds (SAE). Elas passarão pelo tratamento e só daqui a seis meses poderão constatar se realmente foram infectadas por algum vírus.”, finalizou o médico.

Segundo a Polícia Militar, o sistema de câmeras do Parque do Povo está ajudando de forma efetiva para tentar identificar as pessoas que estejam cometendo esse ato criminoso. São 160 câmeras espalhadas por todos os pontos da festa.

As vítimas só terão certeza se foram ou não infectadas quando terminarem o tratamento. Arte/OP9

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