A secretária de Saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, concordou que existe uma superlotação no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida e esclareceu sobre denúncia de altos salários a médicos que trabalham na unidade. Ela confirmou que a secretaria está pagando os salários do médicos acima do teto, chegando até R$48 mil por mês.

Ela credita esse problema do ISEA à questão de ter quase 40 municípios não pactuados com Campina, que enviam suas pacientes para terem os bebês em Campina sem regulação.

“Acho que MPF tem sido um grande parceiro determinando que os municípios que não realizam o parto coloquem os recursos em Campina Grande. Eu só posso ampliar essa contratualização com a rede privada, FAP ou Clipsi, se ocorrer essa transferência desse recurso. O que não é justo é que o município vizinho receba os recurso e os bebês nascem em Campina Grande”, argumentou a secretária.

A secretária disse que, mesmo a promotoria do Patrimônio Público dizendo que um profissional não possa receber acima do teto, a Secretaria paga acima do teto para os médicos do ISEA, juntando produção com salário efetivo.

“O processo de pactuação só quem pode puxar é o Governo do Estado. Já salário é com a promotoria do Patrimônio Público que diz que o profissional não pode pagar acima do teto do médico, mesmo assim estamos pagando acima do teto. Com a produção e o salário do efetivo, o salário varia entre R$17 mil até R$48 mil por mês”, disse Luzia informando que o ISEA realiza, hoje, cerca de 3.500 partos por ano a mais do que realizava antes, e “é preferível que se coloque essa gestante inicialmente numa cadeira do que fechar as portas para elas”.

O esclarecimento veio após denúncias por parte de funcionários ao Ministério Público.

As informações repercutiram no Jornal da 101FM (nos últimos 23 minutos de gravação).

Paraibatododia

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