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Diversão

Biliu de Campina em entrevista mostra porque é o maior “Carrego do Brasil”

 JOrnal Correio
Um dos nomes mais tradicionais da cultura paraibana e nordestina. Apreciador e compositor de um forró tradição e com essência na música popular. Este é Biliu de Campina, que esteve nesta quinta-feira (22) participando do programa Correio Debate da Correio Sat/98fm. Na conversa, ele falou sobre sua história na música e uniu o humor a tradição do autêntico forró nordestino. De acordo com Biliu, que se auto-intitula como o maior carrego de Campina Grande, a tradição nunca vai ser esquecida porque, nas palavras dele, ela é eterna. “Tradição é intangível, é intocável, tradição é eterna”.

Biliu, que é sempre muito crítico ao forró que é feito atualmente, utiliza uma expressão criada por ele, de nome forróbodologia, para fazer uma crítica aos prefeitos das cidades e as festas de São João que se fazem na atualidade. “Tem a ecologia, meteorologia, e porque não forróbodologia? Para dirimir essas dúvidas e ensinar alguns prefeitos que mandam nos arraiás por aí. Porque não é o artista, o artista não tem nada a ver. Enquanto ele esquece um Biliu, bota dois ou três para tocar”, disse.

Segundo o cantor, em seus shows, não pode faltar compromisso cultural e, de acordo com ele, este compromisso sempre é motivado por seu público. “Primeiro é o compromisso, o lado da seriedade cultural, e tudo que você imaginar que eu canto no meu repertório é escolhido pelo próprio povo. O povo é quem aplaude, o povo é que se manifesta”, afirmou.

Famoso pelas histórias engraçadas que conta, Biliu de Campina, fez o relato de uma história com os famosos campinenses da época. O ex-governador do estado Ronaldo Cunha Lima, o ex-deputado Raimundo Asfora e o poeta Palmeira Guimarães.

“Estavam Asfora, Ronaldo e Palmeira Guimarães em um cantinho, porque eu convivi no meio desse povo e é espetacular, e Asfora chamava o pessoal de débil mental com aquele jeito dele. Quando eu cheguei na Cantina Manoel, aí Asfora disse: Débil mental, primeiro vai providenciar cigarro para a gente. Ai eu fui ao posto, comprei e entreguei para ele. Quando foi uns dez minutos depois, ele pegou na carteira de cigarro e disse: fumaram meu cigarro. E me perguntou: Biliu, cadê meu cigarro? Eu disse que trouxe e tinha colocado lá em cima da mesa. Depois ele descobriu que quem tinha pegado o cigarro tinha sido Moacir Tiê. Aí disse: Moacir você fumou meu cigarro todinho. E Moacir disse: eu fumo, mas não trago. E Asfora respondeu: então da próxima vez traga que está faltando”, relatou Biliu.

 
Redação
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