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Diversão

‘Caranguejo Overdrive’ chega a João Pessoa com apresentação nesta sexta

O encontro dos estudos e observações do geógrafo Josué de Castro e a sonoridade do manguebeat de Chico Science, ambos pernambucanos, são as bases de Caranguejo Overdrive, espetáculo da Aquela Cia. de Teatro, apresentado nesta sexta-feira (2) em João Pessoa dentro da programação do Palco Giratório do Sesc. O texto original é do músico e dramaturgo Pedro Kosovski e a direção é de Marco André Nunes.

Caranguejo Overdrive foi apresentado no início da semana em Campina Grande e agora chega à Capital. Além da presença dos atores Carolina Virguez, Alex Nader, Fellipe Marques, Matheus Macena, também há um power trio, formado por Felipe Storino, Maurício Chiari e Pedro Kosovski, que interpretam músicas ao estilo do movimento manguebeat.

Na premiada peça, que ano passado levou os prêmios de melhor autor, diretor e atriz no Prêmio Shell de Teatro, o enredo gira em torno de Cosme, um catador de caranguejos que vive no Rio de Janeiro em 1848, num mangue do Rio de Janeiro. Ele é convocado para lutar na Guerra do Paraguai e fica quase seis anos fora.

Quando retorna, as obras de construção do Canal do Mangue estão avançadas e ele não encontra conexão que o faça pertencer àquele lugar. Somado aos traumas de guerra, ele começa a enlouquecer, achando que é um caranguejo. Nas mãos de uma prostituta paraguaia, ele começa a enxergar luz novamente.

A lama do mangue, no caso, é uma analogia para falar sobre as opressões e como isso serve para minar potências. “O Brasil tem muito disso, essa lama na qual o poder criativo se engembra”, pontua o diretor Marco André Nunes.

Para construir a história de Caranguejo Overdrive, Pedro Kosovski pesquisou a história dos manguezais cariocas em busca de um ponto de partida para falar sobre a importância da cultura dos mangues também no Rio de Janeiro e no Recife, principalmente por meio das canções e referências a Chico Science e ao geógrafo Josué de Castro.

A circulação pelo Palco Giratório é vista como motivo de alegria pelo grupo, já que a situação da cultura em todo o país não é nada favorável. “Algo como o Palco Giratório. é fundamental para nós, artistas. A cultura está sendo soterrada por essa lama que usamos metaforicamente na peça. Se compararmos com 2012, o cenário hoje é muito diferente, para pior. Estamos resistindo”, pontua o diretor Marco André Nunes.

Correio da Paraíba

 
Redação Página1 PB
Fundado em junho de 2017, o Página1 PB é um portal de notícias sediado em Campina Grande (PB), que tem compromisso com o verdadeiro jornalismo. Afinal, o Jornalismo mudou. Mas a verdade não!