2 de agosto de 2021
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Política

Cunha sobre impeachment: “A grande golpista foi a Dilma”

Brasília-Eduardo Cunha, preside a Sessão Solene em homenagem ao príncipe do Japão, Akishino e a princesa Kiko, como parte das comemorações dos 120 anos das Relações Diplomática Brasil-Japão(Antônio Cruz/Agência Brasília)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, negou de forma veemente qualquer acusação de que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, tenha sido fruto de um golpe orquestrado por parlamentares. Em entrevista à CNN Brasil, Cunha afirmou que “a grande golpista foi a Dilma” que “deu um golpe no Lula para não deixar ele ser candidato”.

“No caso da Dilma, não foi nem propriamente as pedaladas fiscais, [que provocou] o resultado. Dilma, na realidade, praticou atos violando a lei orçamentária, emitiu decretos violando a lei orçamentaria Efetivamente, praticou crime de responsabilidade. Estava no segundo mandato, em uma reeleição em que ela saiu com as pessoas já pedindo o impeachment dela”, detalhou.

Cunha também ressaltou que a ex-presidente da República perdeu apoio da base aliada ao fazer promessas que não foi capaz de cumprir em seu segundo mandato. O ex-presidente da Câmara afirmou que o prejuízo causado por Dilma foi equivalente ao da pandemia.

“Tudo que ela pregou teve que fazer exatamente o contrário, e a sociedade não se conformava. No período do primeiro ano do governo Dilma, a queda de PIB é igual ao tamanho da pandemia agora”, afirmou.

Questionado sobre em qual candidato votará no próximo ano em um eventual 2° turno entre o ex-presidente Lula e o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, Cunha afirmou que o Bolsonaro teria seu voto.

“Não sou bolsonarista, mas sou antipetista. Eu não voto no PT, não quero o PT de volta para o país, eu já vivi o PT”, completou.

Redação Página1 PB
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