Desafios de um jovem eleitor

 

Meu nome é Arthur, tenho 14 anos e sou de Campina Grande-PB. Nasci no início do primeiro mandato do ex-presidente Lula, e até hoje só vivenciei governos petistas (lembrando que temer era vice do PT). Minha experiência? Traumática. Nunca sequer brinquei na rua, por medo (e juízo, claro) de ser vítima da violência, que em nosso país mata mais que qualquer guerra ao redor do mundo. Não me recordo da época em que o ex-presidente usufruiu do plano real (até hoje, tem gente que diz que ele foi bom. Tão que tá preso). Me recordo da época em que a inflação começou a subir, me recordo dos subsídios que criaram dívidas gigantes (que até hoje são o motivo dos altos impostos que pagamos), me recordo dos bilhões que foram desviados, dos 14 milhões de desempregados, dos financiamentos para as ditaduras da Venezuela e de Cuba, da maior crise da história da república, da quebra da 9ª maior empresa do mundo, do aumento do bolsa família em 2014 quando não tínhamos dinheiro sequer pra aumentar investimento em educação… A dívida de 15 anos de PT ficou, minha infância também. Estudei sempre em escola privada, a educação é muito precária por aqui. Nunca usei o serviço público de saúde, pois simplesmente não funciona. Eu tive o privilégio de suprir minhas necessidades básicas por meio das condições dos meus pais. Mas, e aquele garoto, que os pais estão desempregados, não pôde brincar na rua com os amigos, não pôde estudar, e a doença dele é só um número? Gente, eu hoje comemorei de forma muito forte. Gritei, pulei… Não foi por mim, muito menos por Bolsonaro. Foram gritos de liberdade. Eu não tive a oportunidade de viver um Brasil tranquilo, e sim caótico. Foram gritos que gritei por aquele garoto, pelos meus futuros filhos, netos… A infância de milhões que, assim como eu, nasceram no “PT”, não voltam mais, os 5 meses de trabalho anuais dos meus pais pra pagar imposto também não. A infância foi presa, a fase adulta ia ser pra pagar imposto, e na velhice eu ia desfrutar do rombo do INSS. O que passou não volta mais. O PT passou. Que ao invés da bolsa venha o emprego, que ao invés do subsídio venha a deflação, que ao invés da corrupção venham os justos, que ao invés de Cuba venha Brasil, e que ao invés de desordem e retrocesso venha-se ordem e progresso. Que Deus abençoe a nossa república, e que consigamos vê-la do jeito que merecemos. É só um desabafo, se sua experiência foi diferente, ótimo. Foi sorte.

Artur Vilarim

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