23 de julho de 2021
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Política

Ernesto Araújo nega hostilidade do governo federal em relação à China

ascom

Ernesto Araújo participa de reunião da CPI da Pandemia, nesta terça-feira (18), e nega acusações de que sua gestão tenha dificultado as negociações da vacina entre o país e a China, principal parceira de importação de insumos e fabricação do imunizante.

O ex-ministro também afirma que não existiu “hostilidade” na relação diplomática entre o governo federal e a China.

Questionado sobre o uso da cloroquina como opção de tratamento à Covid-19, Araújo disse que houve conversa com a Índia para a negociação de insumos para a fabricação do medicamento, mas que a ordem surgiu da Saúde. “O ministério da Saúde pediu para viabilizar essa importação”, disse o chanceler.

O relator, senador Renan Calheiros, questionou “quem é o guru de Bolsonaro” quanto as políticas para o enfrentamento à pandemia, mencionando Olavo de Carvalho. Ernesto informou que “não classifico minha relação de amizade com Olavo como guru do Ministério”.

O ex-ministro diz ainda não ter conhecimento sobre um conselheiro extra-governamental nas políticas da presidência.

Araújo explica que a adesão mínima ao consórcio da Covax Facility foi “decisão do Ministério da Saúde e não do Itamaraty”. O chanceler informa que o Brasil assinou junto ao grupo na data disponível para a formalização do processo de compra de vacinas, em setembro, mas que ele assinou carta para o gestor da Covax informando o interesso do Brasil em fazer parte do grupo ainda no início da formação do bloco.

O chanceler informou que tinha um “relacionamento extremamente fluido com Filipe Martins”, assessor para assuntos internacionais de Bolsonaro, bem como com o deputado Eduardo Bolsonaro, que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

O depoimento de Ernesto Araújo é transmitido no canal da TV Senado, disponível aqui.

Redação Página1 PB
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