Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Economia

FHC dá o tom do governo-tampão: avanço das reformas (com moderação) e da Lava Jato (sem excessos)

O artigo de FHC publicado neste domingo no Estadão e no Globo é uma plataforma de governo-tampão para o caso de vacância da Presidência da República antes das eleições de 2018.

O ex-presidente tucano prega a continuidade das reformas e da Lava Jato, sem excessos prejudiciais a grupos mais fragilizados no primeiro caso ou simplesmente arbitrários no segundo.

A ideia de FHC é mexer um pouco de cada lado, sem incitar a reação popular com uma reforma drástica ou uma operação Mela Jato.

O Antagonista acha que, dentro das circunstâncias, é o único caminho viável no universo político-jurídico brasileiro no próximo ano.

Mas sabe que FHC pode mudar de ideia amanhã.

Leiam, por favor, este trecho:

“É preciso dar continuidade às reformas em curso no Congresso e às investigações do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário. As reformas são essenciais para que a economia prospere. As investigações, para a moralidade pública.

As reformas não podem visar apenas o equilíbrio fiscal. Há que olhar para as pessoas, avançar com firmeza e com moderação para combater privilégios e atender ao que é justo. Na reforma previdenciária, diante da continuada queda da taxa da fecundidade (já abaixo de dois filhos por mulher) e do aumento da expectativa de vida depois de se aposentar, impõe-se estabelecer idade mínima para a aposentadoria.

Isso é o mínimo para começar a resolver o problema das contas da Previdência. Essa regra deve ser tão mais geral quanto possível, excetuando-se apenas os grupos mais fragilizados da sociedade, a exemplo dos trabalhadores rurais, ou as categorias profissionais que realizam tarefas que, por motivos de saúde, justifiquem idades menores para a aposentadoria.

Também a aprovação da reforma trabalhista é fundamental. (…)

O povo e a economia têm pressa. A mesma clareza de posição se exige quanto às investigações e aos processos criminais em curso. Nada de arranjos e medidas casuísticas para beneficiar parlamentares e poderosos. Tampouco, por outro lado, se devem aceitar atos arbitrários que permitam a um Poder anular as prerrogativas de outro.

Prisões preventivas, quando necessárias, devem ter seus motivos mais bem explicados à sociedade e maior reflexão cabe sobre até que ponto se justifica a concessão de prêmios eventualmente excessivos a quem delate crimes de corrupção. É de justiça que se precisa, não de vingança nem de benesses.

Quem porventura pretenda resolver a presente crise por meio de um conchavo encontrará na força das instituições, no ativismo da mídia e na indignação do povo barreira às soluções inventadas, por mais engenhosas que sejam. Na era da internet, o cochicho de bastidores perdeu força.”

O Antagonista

 
Redação
the authorRedação
Fundado em junho de 2017, o Página1 PB é um portal de notícias sediado em Campina Grande (PB), que tem compromisso com o verdadeiro jornalismo. Afinal, o Jornalismo mudou. Mas a verdade não!