28 de novembro de 2021
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Fique em casa: Mercado prevê maior salto da taxa de juros em 21 anos com teto de gasto sob risco

As recentes movimentações econômicas e a chance de o governo furar o teto de gastos para pagar o Auxílio Brasil, programa idealizado para substituir o Bolsa Família, fizeram o mercado financeiro revisar suas apostas e prever a maior alta da taxa básica de juros desde 2002.

Na avaliação das instituições financeiras, o pagamento do novo benefício no valor de R$ 400 vai estimular a inflação e exigir um aumento dos juros em ao menos 1,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (27), o que elevaria a Selic ao patamar de 7,5% ao ano.

Desde o início do século, a Selic só subiu mais de 1 ponto percentual em duas oportunidades: em junho de 2001 (de 16,75% ao ano para 18,25% ao ano) e em dezembro de 2002 (de 22% ao ano para 25% ao ano).

A alta de 1,25 ponto percentual da taxa básica de juros se tornou a aposta dos bancos Credit Suisse, JPMorgan e Morgan Stanley. O UBS BB foi mais arrojado e passou a prever que a Selic deve avançar 1,5 ponto percentual, a 7,75% ao ano.

A alternativa pela elevação da taxa de juros é o instrumento de política monetária mais utilizado para conter a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição das famílias para consumir e estimulam outras formas de investimento.

Somente em setembro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,16% e registrou a maior alta para o mês dos últimos 27 anos. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação dos preços superou os 10%.

O veredito a respeito do futuro da Selic será dado pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima quarta-feira (27), após o fechamento do mercado financeiro. A eventual decisão pela variação recorde ocorreria após cinco avanços consecutivos dos juros, que levaram a Selic ao atual patamar de 6,25% ao ano.

R7

Redação Página1 PB
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