O Brasil é um dos países mais lentos na vacinação e um dos que menos vacinou no mundo. Emerson Saraiva

O Brasil é um dos países mais lentos na vacinação e um dos que menos vacinou no mundo. Emerson Saraiva

O Brasil é um dos países mais lentos na vacinação e um dos que menos vacinou no mundo.

O presidente, apesar de ter um discurso de apoio incondicional à ciência e ao lockdown, não destinou verbas para estruturação do sistema, compra de equipamentos, medicamentos e insumos, contratação de profissionais de saúde e habilitação de leitos.

Depois de dizer que “a economia a gente vê depois”, o presidente abandonou a população à própria sorte e não viabilizou nenhuma medida para garantir a sobrevivência da população mais pobre, através de um auxílio emergencial, nem para mitigar as perdas de empresas e setores econômicos, com renúncia e incentivos fiscais.

Desde o início da pandemia o presidente vem negando o risco de aumento de casos de violência contra mulheres e crianças, ansiedade, depressão e suicídio e afirmando que a crise econômica não é capaz de causar miséria e morte.

Neste último ano o Governo Federal tem sido alvo de inúmeras operações da Polícia Federal para prender Ministros envolvidos em desvios de verbas que seriam usadas no SUS.

Áreas importantes como infraestrutura e agricultura estão completamente paralisadas. Todas as obras federais estão paradas e o setor agro praticamente não funciona, fazendo com que haja uma enorme crise de abastecimento e os supermercados estejam todos com as prateleiras completamente vazias.

Após sucessivas altas da gasolina e do gás de cozinha, o presidente, de forma autoritária, destituiu o conselho administrativo da Petrobras e instalou uma junta militar que tabelou os combustíveis em preços bem parecidos com os que são praticados na Venezuela.

Em todas as suas ações, o presidente pôde contar com o total apoio do Congresso, com a interrupção pelo Centrão de sua tradicional postura chantagista e fisiologista em virtude da crise humanitária e uma oposição racional e sensível à gravidade do momento, que abriu uma trégua com o governo para que o enfrentamento da crise fosse uma prioridade de todos.

Mesmo com o apoio total e irrestrito da classe política, principalmente dos governadores de oposição, o governo federal abriu mão de suas prerrogativas de coordenar as ações institucionais e determinar medidas restritivas nos estados e cidades, deixando isso a cargo dos órgãos locais, que reconheceram sua incompetência e pediram que houvesse uma grande estrutura articulada pelos ministérios, em parceria com todos os setores da sociedade, para implantar e gerir um Plano Nacional de Combate à COVID-19, baseado em dados e pesquisas realizados no Brasil, reconhecendo todas as características e particularidades do país, ao invés de exportar modelos de outras nações.

A China tem tido um papel exemplar desde o início da Pandemia.

Logo nos primeiros casos alertou a comunidade internacional e tomou todas as medidas para que o vírus não chegasse ao resto do mundo. Tudo de forma muito transparente e democrática.

Também assumiu sua responsabilidade e pediu publicamente para que a COVID-19 seja chamada de Gripe Chinesa, para que esse fato fique marcado na história e incentive o país a ter uma postura mais cuidadosa em relação ao controle sanitário.

Instituições como OMS e ONU, por não terem suas direções ligadas diretamente a poderosos grupos planetários de interesse político e econômico, assumiram posições sólidas e completamente desinteressadas em todo o processo.
Em mais de um ano de pandemia a OMS não voltou atrás em nenhuma de suas indicações e as pesquisas científicas utilizadas para balizar suas decisões se mostraram completamente isentas e imparciais.

Em um movimento que surpreendeu o mundo, a Indústria Farmacêutica abriu mão de todos os lucros advindos das vacinas e medicamentos para COVID-19. Um fundo internacional ressarciu os custos das empresas com pesquisa e desenvolvimento e todos os países do mundo estão comprando vacinas a preço de custo.

A produção, inclusive, acontece em ritmo frenético e hoje as fábricas de vacinas estão entregando diariamente mais doses do que é possível aplicar.

Todos os países estão recebendo todas as doses que queiram comprar antes do prazo e não há qualquer disputa por lotes de vacinas ou insumos.

Na Europa, países que têm vacinas de sobra oferecem o excedente aos seus vizinhos, fazendo com que a União Europeia viva o seu melhor momento, com muita união e fraternidade.

Durante as eleições de 2020 os políticos brasileiros deram exemplo para o mundo todo, abrindo mão do fundo eleitoral para compra de respiradores, EPIs e medicamentos e fazendo campanhas que obedeceram completamente as medidas de segurança sanitária.

No período da campanha não houve qualquer tipo de subnotificação de casos de COVID, para que a população tivesse a exata noção dos números e não se arriscasse em aglomerações.

A imprensa brasileira também foi um grande destaque que fez o país ser reconhecido internacionalmente, por sua postura de muita ética e responsabilidade.

Para preservar o bem estar e a sanidade mental da população, os principais órgãos de imprensa brasileiros evitaram ao máximo fazer sensacionalismo com a doença, focando sua atuação em mostrar informações úteis, prestação de serviços e exemplos de superação.

Eles também suspenderam a veiculação de anúncios de produtos não essenciais e de qualquer medicamento ou suplemento que pudesse estar se aproveitando da pandemia, como antigripais, analgésicos, antialérgicos, calmantes e polivitamínicos.

E ainda suspenderam também programas de entretenimento que mobilizassem grandes equipes e submetessem seus profissionais a risco, como o Big Brother Brasil, além de programas de culinária que estariam ensinando receitas com ingredientes que o brasileiro não tem condições de comprar.

Uma ação exemplar foi o cancelamento de toda a mídia do aplicativo iFood, que tem se beneficiado dos decretos governamentais que obrigam o fechamento de restaurantes e obrigado esse setor a depender do delivery, pagando comissões de 10% a 15% de todos os pedidos, mais taxas, ao aplicativo.

Diante das notícias que medicamentos originalmente destinados a outros fins estavam sendo usados para combater a COVID, a mídia procurou médicos que estavam aplicando esses tratamentos e esclareceu a população a respeito das substâncias indicadas para uso profilático e tratamento precoce, alertando sistematicamente sobre os efeitos adversos do uso sem acompanhamento médico e em doses acima do indicado.

A população foi o ponto fora da curva neste último ano.

Pessoas que poderiam tranquilamente estar em casa ocupando seu tempo com atividades lúdicas insistiram em sair às ruas para atividades como vender água mineral, máscaras e frutas.

Pequenos comerciantes, que normalmente possuem grandes reservas econômicas para períodos de crise, não entenderam o momento e abriram suas lojas, ambientes que são cientificamente comprovados como aqueles onde o vírus mais se prolifera.

Profissionais como cozinheiros, faxineiros, garçons, pedreiros, mecânicos, músicos e muitos outros também se negaram a usufruir do conforto de seus condomínios fechados para expor a população ao risco em ambientes nos quais se provou impossível adotar medidas simples para garantir a segurança das pessoas.

Mesmo os governos oferecendo transporte de qualidade e em grande quantidade, os trabalhadores optaram por viajar todos juntos, em ônibus lotados, enquanto outros ônibus estavam vazios.

E o grande destaque positivo deste último ano, sem dúvidas, foi o STF.

Mantendo sua tradição de tribunal eminentemente técnico e seu compromisso de completa obediência à Constituição, os onze insofismáveis especialistas do direito brasileiro coroaram o período de crise com julgamentos e decisões que solidificaram definitivamente a segurança jurídica no Brasil, o que repercutiu em todos os setores, inclusive na economia, com a atração de grandes empresas que estão vindo para o país confiantes na estabilidade institucional que só nós temos.

Entre os destaques a se celebrar na atuação do Supremo estão a confirmação do que todo o Brasil já tinha absoluta certeza, que a Lava Jato foi uma grande armação criada por um infiltrado da CIA para perseguir e tentar prejudicar o político mais honesto que já pisou na face da terra e as prisões de vários terroristas que colocaram milhões de vidas em perigo utilizando armas de destruição em massa, conhecidas como smartphones, para fazer lives acusando os ministros da mais alta corte de crimes que cabe a eles mesmos julgar.

Grande Ano!

Emerson Saraiva

#1ºdeAbril #primeirodeabril