24 de outubro de 2021
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Papa Francisco: “O casamento enquanto sacramento é entre o homem e a mulher”

Foto: ALBERTO PIZZOLI / AP

O papa Francisco, como sempre ocorre nos voos de volta de suas viagens, abriu a cortina da classe econômica e apareceu para responder às perguntas dos jornalistas. Desta vez, porém, a curta duração do trajeto entre Bratislava e Roma —após uma visita de quatro dias à Hungria e à Eslováquia— permitiu poucas perguntas.

Indagado sobre o pedido da União Europeia de que sejam promovidas leis para permitir o casamento entre homossexuais, ele repetiu que “a Igreja não tem o poder de mudar o sacramento”. “São leis que tentam ajudar a situação de tantas pessoas com orientação sexual diversa. E isso é importante, mas sem impor coisas que não se encaixam na natureza da Igreja. Se querem viver juntos, os Estados têm a possibilidade de apoiá-los civilmente e lhes dar segurança. A lei está bem… mas um matrimônio é um matrimônio. E como sacramento, isso está claro”, assinalou.

“O casamento enquanto sacramento é entre o homem e a mulher. Às vezes, o que eu digo cria confusão, mas somos todos iguais. O Senhor é bom, ele quer que todos sejamos salvos, mas por favor não façam a Igreja negar a sua verdade”, acrescentou o Papa Francisco.

Aborto – Papa Francisco, quanto à questão de Biden, disse que os bispos não devem tomar decisões políticas, e sim pastorais. Mas foi bastante contundente em sua visão sobre o aborto e quem o pratica. “O aborto é um homicídio. Sem meias palavras. Quem aborta, assassina. Peguem qualquer livro de embriologia. Na terceira semana da concepção, às vezes antes que a mulher perceba, já estão presentes todas as características, incluindo o DNA. É uma vida humana e tem de ser respeitada. Para aqueles que não conseguem entender isso, eu faria duas perguntas: é justo assassinar uma vida humana para resolver um problema? É justo contratar um sicário para resolver um problema? Não venhamos com coisas estranhas, cientificamente é uma vida humana. Por isso a Igreja é tão dura nesse ponto: se aceitasse isso, seria como se aceitasse o homicídio cotidiano”, disse. Francisco, entretanto, deixou nas mãos dos teólogos a decisão sobre se deve ou não ser dada a comunhão a quem aborta.

 El País

Redação Página1 PB
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