19 de setembro de 2021
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Policial

Polícia Civil prende, em bairro loteado por duas facções, irmãos suspeitos de executar adolescente

O delegado Ramirez de Almeida São Pedro, da Delegacia de Homicídios, comandou uma equipe de 40 policiais civis na manhã desta terça-feira (15/09) para cumprir dois Mandados de Prisão Temporária e oito Mandados de Busca e Apreensão nos Bairros Mutirão e comunidade São Januário/Bodocongó, em Campina Grande.

Resultado: dois irmãos foram presos.

Eles são suspeitos da morte de um adolescente em maio deste ano.

Um carro foi apreendido.

Segundo Ramirez, o veículo pertence ao mandante do crime.

Predemos os dois suspeitos, identificamos quem apontou a vítima e que mandou matá-la”.

O adolescente Luan Figueiredo da Silva, de 17 anos de idade, foi assassinado na Rua Luís Tomás da Silva, no Bairro Mutirão.

Foram oito disparos que o atingiram na cabeça e outras partes do corpo.

O crime ocorreu num estabelecimento onde tem uma piscina frequentada pela comunidade.

Em entrevista a Patrulha Cidade/TV Borborema/SBT, o delegado esclareceu que o adolescente foi executado por ordem do líder de uma das duas facções criminosas que lotearam o Bairro Mutirão.

A motivação do crime está bem definida: foi realmente por causa dessa guerra entre as duas facções. Ele era morador da parte baixa do bairro”.

Ramirez acrescentou que “nós constatamos, lamentavelmente que o Bairro Mutirão está dividido por duas facções criminosas. E ‘informalmente’ repartiram o bairro: a parte de cima fica com uma facção e a parte de baixo com outra facção, causando vários transtornos aos moradores do bairro. Além disso, esses ‘faccionados’ estão se digladiando, ocorrendo vários confrontos armados. A Polícia Civil já fez várias incursões no bairro, a Polícia Militar já apreendeu várias armas e nós conseguimos identificar os integrantes de uma das facções que teriam participado e executado a morte do adolescente”.

Os presos foram identificados como Raone e Richard, um deles cumpre pena no regime semiaberto.

Os dois negaram o crime.

Não é de hoje que duas facções criminosas no Bairro Mutirão procuram resolver suas diferenças de maneira “pacífica”, sem colocar em risco os seus “negócios”, sem chamar a atenção da polícia ou sem colocar em risco a vida dos inocentes cidadãos.

Conforme todo mundo já sabe, ficou definido que os membros da gangue “lá de cima” não frequentam a parte baixa do bairro e os membros da gangue “de baixo” faz o mesmo: não vai “lá pra cima”.

Mas isso não funciona e os crimes de morte e tentativa de morte abriram os olhos da Polícia Civil.

Vale lembrar que nos anos 2011 e 2012 o Mutirão era exemplo negativo de Bairro Violento, mas a polícia agiu.

Criminosos foram presos ou “neutralizados”. 

Em janeiro 2013, inclusive, o então comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Souza Neto inaugurou uma Unidade de Polícia Solidária, houve um envolvimento maior das forças de segurança na comunidade e a tranquilidade voltou a fazer parte do cotidiano.

Essa tranquilidade não pode ser quebrada.

Renato Diniz

Redação Página1 PB
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