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Brasil

Presidente do TSE: “Eu absolveria a Dilma Rousseff”

O ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, concedeu ao jornal Folha de São Paulo a primeira (e longa) entrevista após o julgamento encerrado na última sexta-feira, que culminou com o arquivamento do pedido de cassação da chapa Dilma/Temer.

Leia alguns trechos.

Não cabe ao juiz ficar banalizando a impugnação de mandatos.

“Olvidou-se inclusive que os malfeitos atribuídos (à campanha de 2014) seriam debitados à candidata Dilma. O relator não falava nomes. Teve esse constrangimento. Talvez porque ele (ministro Herman Benjamin) tenha sido nomeado pelo PT e não queria falar disto.

Foto: Reprodução/ Internet

Foto: Reprodução/ Internet

“Qual teria sido o posicionamento desses ministros (Herman e Rosa Weber, também indicada na gestão do PT) se estivesse presente ali (a possibilidade de se cassar) a Dilma?

(…fosse Gilmar julgando a petista) “Eu absolveria a Dilma. Como a absolvi, pois se ação fosse julgada procedente, ela ficaria inelegível por oito anos.

“Recentemente eu fui voto minerva na 2ª Turma (do Supremo Tribunal Federal) decidindo um habeas corpus em favor de José Dirceu (para que ele fosse libertado). E também sofri críticas imensas, de todos os lados.

“Essa é uma lenda urbana. Eu tenho relacionamento com todos os partidos. Dialoguei muito, e tranquilamente, com o então presidente Lula. A despeito das diferenças, tínhamos até uma relação de frequência, de amizade.

“Dizem ´ah, Gilmar esteve cinco ou seis vezes com o Temer´. Eu recebi outro dia o pessoal do PCdoB. E perguntei ´como vai o nosso partido´? Eu sou um comensal do PCdoB, toda hora me reúno com eles.

Todos usam sistema de financiamento com base em obras públicas, em serviços. Mas essa sistematização, que ficou bem explicitada no julgamento, ninguém tira do lulo-petismo.

“O fato de eu ser crítico do PT nunca me levou a julgar de maneira diferente”.

Ainda Gilmar Mendes: “Infelizmente cabe a nós (juízes) muitas vezes decidir de forma contramajoritária e desagradar tanto a chamada ´vox populi´ (voz do povo) quanto a voz da mídia. Caso contrário, seria melhor extinguir a Justiça. E criar um sistema ´Big Brother´ para ouvir o povo e setores da imprensa.

UOL

 
Redação
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