4 de agosto de 2021
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Reul é fritado, mas bom trabalho lhe segura no cargo

O secretário de saúde de Campina Grande, Filipe Reul, parece estar sendo vítima de ‘fogo amigo’. Vez por outra surgem rumores de que ele deixará o comando do ‘Pasta’ que ocupa desde a gestão do ex-prefeito Romero Rodrigues (PSD). Embora existam especulações sobre uma possível ‘fritura’, não é possível apontar de onde as ‘chamas’ estariam saindo.

O factível, contudo, é que Reul tem sido uma figura chave no combate à pandemia na cidade.

E explico o porquê.

Nenhuma das peças do xadrez, posicionadas no atual cenário, tem o apoio que ele possui internamente para comandar a ‘Pasta’. Nos últimos dias conversei com vários interlocutores da saúde municipal. Desde diretores a servidores do ‘baixo clero’.

Todos defendem a permanência dele à frente da secretaria. Todos.

Outros pontos também são significativos.

Reul assumiu a Saúde municipal no momento mais difícil. No início da pandemia quase nada se sabia sobre os efeitos, tratamento e ações que deveriam ser adotadas (em todo o país) para o combate ao vírus. E, mesmo não sendo médico, conseguiu manter a cidade com níveis ‘aceitáveis’ de ocupação de leitos e procedimentos.

Além disso, tem trânsito livre junto ao Ministério Público e imprensa. Tem sido solícito com as demandas e defendido a gestão nos debates mais ásperos até aqui encampados. Numa gestão pública, isso pode não parecer importante para alguns, mas é imprescindível.

Não vi nenhuma declaração pública do prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) sobre o tema.

Mas numa pandemia como a que vivemos, mudanças na saúde costumam sempre dar muita dor de cabeça. O que tem ocorrido no Governo Federal é um exemplo disso. Vários ministros e poucas soluções contínuas e sistemáticas para o problema.

Mudanças no comando da saúde aqui, podem acabar provocando o mesmo efeito.

Plenopoder

Redação Página1 PB
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