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Cidades

Romero deve criar CIDADE DO FORRÓ e São João 2018 já pode não ter mais QG no Parque do Povo

A extensa área de sete hectares em Santa Terezinha (BR-230 na saída para João Pessoa) que abrigava o tradicionalíssimo Clube dos Caçadores de Campina Grande, desapropriada em dezembro passado pelo prefeito Romero Rodrigues (PSDB) sob a justificativa de em parte dela construir uma escola para capacitação de professores da rede municipal de ensino, terá outra destinação.

Com projeto ousado e já em fase de finalização, trabalho feito em segredo até mesmo da maioria do secretariado, no local será erguida a CIDADE DO FORRÓ, equipamento para onde se transferirá o Quartel General d’O Maior São João do Mundo, desafogando assim a área central da cidade, que no mês de junho inferniza a vida do cidadão comum com fechamento de ruas e engarrafamentos de trânsito.

Quando desapropriou a área Romero garantiu que manteria intactas algumas partes do Clube dos Caçadores, dentre elas o campo de futebol e o parque aquático, para atividades estudantis e de lazer. Também garantiu que destinaria espaço para criação e estudo de animais silvestres.

Mas agora ele mudou de ideia e há inclusive a previsão de que parte das terras do deputado Guilherme Almeida, limítrofes às do antigo clube, também sejam desapropriadas para abrir vagas de estacionamento de veículos para a ‘Cidade do Forró’.

A PALAVRA apurou que tão logo o projeto arquitetônico da cidade seja concluído, possivelmente ainda neste mês de junho, o prefeito solenemente faça o anúncio oficial da medida, uma vez que seria seu desejo já realizar os festejos juninos de 2018 na nova área.

A fonte que repassou a informação, que inclusive teve acesso a detalhes do projeto, adiantou que a CIDADE DO FORRÓ, diferentemente do que hoje ocorre com o Parque do Povo, funcionará todos os meses do ano e não somente em junho.

CLUBE HISTÓRICO
O Clube dos Caçadores de Campina Grande nasceu através da ideia de um grupo de caçadores, cujo hobby obviamente era a caça, permitida na época, e que em sua grande maioria era praticada pela chamada elite de Campina Grande e de cidades circunvizinhas.

Os primeiros sócios se reuniram na primeira metade do século passado para a fundação do clube, cujo objetivo era oferecer lazer não só aos próprios caçadores, mas a todos os seus familiares.

Nas décadas de 70 e 80 do século passado o clube era considerado um dos ‘points’ de lazer de Campina Grande, com festas memoráveis no São João e no Carnaval. Depois, entrou em declínio, até a sua efetiva desativação.

NA JUSTIÇA
O Decreto que desapropriou o Clube dos Caçadores é o de número 4.281, de 22 de dezembro de 2016, e está sendo objeto de discussão jurídica em feito tramitando no Fórum local, onde diretores da agremiação reclamam do baixo valor pago pela prefeitura – R$ 2 milhões.

Segundo a fonte, é provável que uma audiência conciliatória proposta pelo Juízo, a acontecer nos próximos dias, ponha fim à demanda com o reajuste do valor reclamado.

Apalavraonline

 
Redação
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