4 de agosto de 2021
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Cidades

Vereadora Dona Fátima traz debate sobre história, cultura e forró para Câmara Municipal de Campina

Foto: Ascom

A vereadora acredita que é preciso que as novas gerações tenham contato com as diversas manifestações nordestinas, como o forró genuíno.

O Projeto Indicativo que pretende levar para as escolas do município uma cartilha contendo a história e a importância das raízes culturais, foi tema hoje na Casa Félix Araújo. A vereadora Dona Fátima (PODEMOS), levou para sessão desta quinta-feira (20), história, cultura e forró para Câmara Municipal de Campina Grande.

Apesar da riqueza que a Rainha da Borborema carrega culturalmente, cada vez mais as mudanças trazidas pela modernidade, tem distanciado os mais jovens de suas raízes. E para resgatar na memória e no cotidiano do povo campinense, a CMCG aprovou por unanimidade a propositura de autoria da vereadora Dona Fátima, no qual, propõe confeccionar e distribuir uma cartilha na rede de ensino do município, baseada na obra “O que é o forró,” de autoria do músico e produtor musical Sandrinho Dupan e do músico, DJ, produtor e pesquisador Ivan Dias, que é natural de São Paulo.

A vereadora acredita que é preciso ter contato com as diversas manifestações nordestinas, como o forró, ritmo esse, um dos responsáveis pelo sucesso do Maior São João do Mundo, tão presente em nossa história. E ressaltou que é um dever do poder público trabalhar para que esse conhecimento chegue aos mais novos, através das escolas.

“Quando decidimos apresentar essa propositura, tivemos intuito de enaltecer a cultura local e valorizar o forró, este ritmo tão nordestino que está tão entrelaçado com a vida de nosso povo. Na terra do Maior São João do Mundo, é quase uma obrigação dessa Casa, fazer com que as crianças e adolescentes do nosso município conheçam a riqueza do nosso forró”, disse.

Na Tribuna Livre, um dos autores da obra “O que é o forró?”, o historiador, Sandrinho Dupan, destacou grandes artistas paraibanos e a importância de suas obras na nossa memória afetiva, mas lembrou que muitos, principalmente os jovens, estão tendo pouco contato com ritmos tradicionais, como o forró genuíno, e naturalmente com nossas origens. Muitas vezes preferindo músicas que buscam apenas conotação sexual.

“A vulgarização da imagem da mulher, a banalização do sexo, está cada vez mais presente e a gente tem que agir dentro da sala de aula, com as crianças. Isso é nossa história, se a gente não fizer pelos jovens, eles não irão viver, o que a gente viveu e vive desse contexto. Quem não sabe de onde veio, não sabe para onde vai”, disse Sandrinho Dupan.

Em ritmo de forró pé de serra, que tomou a Câmara, através do sanfoneiro Sandrinho, a maioria dos vereadores presentes parabenizou Dona Fátima pela propositura e foi quase que unânime a compreensão da importância de ensinar desde criança, as nossas raízes nordestinas, e que, ações tomadas pelo poder público, são essenciais para dar continuidade a nossa cultura e deixa-la viva não só na memória, mas no cotidiano do povo campinense.

OxenteBrasil

Redação Página1 PB
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