Wallber Virgolino classifica como “infantilidade” as trocas de farpas entre Carlos Bolsonaro e Lemos

 

Em entrevista ao programa Sem Censura da Rádio Pop FM, na tarde desta quinta (6), o deputado estadual eleito, Wallber Virgolino (Patriota), classificou como infantilidade a troca pública de farpas entre Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), vereador no Rio de Janeiro, e Julian Lemos (PSL-PB), deputado federal eleito pela Paraíba. Virgolino, que se declarou amigo de Lemos, disse que considera que este tipo de assunto sequer deveria ser tratado em público e avalia que os dois erraram. “Erraram os dois. Isso é uma infantilidade. Sou amigo de Julian, o conheço da área da segurança, mas avalio que faltou um pouco mais de sangue frio nesse caso”, destacou.

Walber, entretanto, não descarta a possibilidade de ida para o PSL, caso haja convite, mas disse que é preciso aguardar o desenrolar da postura do partido à frente do governo. Ele também destacou que honrará o Patriota, pois foi o partido que garantiu a legenda para a sua eleição. “São coisas que a gente precisa analisar. Eu serei correto com o Patriota, vou honrar o partido. E preciso saber se o PSL vai manter os valores que fizeram a legenda. O PSL é um grande partido, mas tudo isso precisa ser visto com calma”, refletiu. Walber também foi ponderado quanto à sondagem do seu nome como opção para a prefeitura de João Pessoa. “Deixa eu fazer o meu mandato. Lógico que eu não vou me desmerecer, mas acho que tenho primeiro que honrar o voto dos paraibanos e mostrar o meu trabalho”, avaliou.

A polêmica da falta de gabinete na Assembleia

Durante a entrevista, o deputado comentou o desconforto gerado pela falta de gabinete para os deputados novatos e disse que, na Assembleia, os deputados praticamente ‘não mandam em nada’. “Quem manda são os chefes de gabinete”, disse. “Fui abordado por um assessor, de forma desrespeitosa, que praticamente insinuou que deveria baixar a bola. Eu respondi que baixasse o tom, porque naquele momento ele estava falando com um delegado e não com um deputado. É uma situação surpreendente essa. Os deputados e assessores mais antigos se acham donos da Assembleia”, revelou.

Sobre a violência no estado

Walber, que é delegado da Polícia Civil, e já foi Secretário de Justiça e Cidadania no Governo do Rio Grande do Norte, também comentou os últimos casos de estouros a caixas eletrônicos e agências dos correios. “Os comerciantes de Coremas, por exemplo, que se deslocam para Piancó e Pombal [por causa da explosão da agência dos correios no município] estão correndo o risco de sofrerem latrocínio, porque os bandidos já estão percebendo a movimentação”, alertou.  “O Governo do Estado deve satisfação sobre isso à população”, cobrou.

“Eu já acionei, através de requerimento, o Banco do Brasil, o Bradesco e os Correios. Eles já se pronunciaram e disseram que os engenheiros já avaliaram o dano físico ao prédio e que em janeiro iriam providenciar reparo. O Banco do Brasil, como sempre, não quis se pronunciar, mas quando eu assumir o mandato, eu vou visitá-los em João Pessoa, e vou até Brasília, se necessário, e se não resolver vou até a justiça”, antecipou.

Virgolino considera que os responsáveis pela falta de solução na segurança pública da Paraíba são vários. “O banco tem culpa nisso tudo. O Governo do Estado também. Um fica empurrando pro outro e quem paga é a população. A classe política precisa se unir para efetivamente lutar pelos interesses do povo. O povo não pode pagar por isto que está acontecendo”, criticou.

Na avaliação do deputado, a solução para a violência na Paraíba passa pela criação de uma força-tarefa. “Há mais de 4 anos que eu venho dizendo isso: juntar os grupos de operações especiais da Polícia Civil, Militar, com a Polícia Federal, PRF, com o Sistema Penitenciário, com o Ministério Público e com o poder Judiciário. Todos esses órgãos, poderes e instituições têm a sua parcela de responsabilidade nisso tudo. O crime organizado não está abalando só a moral da segurança pública, mas a dignidade do povo”, e acrescentou: “essas quadrilhas não vêm de Marte e baixam num disco voador. Elas têm esconderijo, têm rota de fuga e a gente precisa investigar”.

Confira a íntegra da entrevista com o deputado Walber Virgolino (Patriota).

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